
Aos 52 anos, José Lima é uma lição de vida para todos nós.
Apesar de estar preso a uma cadeira de rodas, é a prova viva que a diferença não é motivo de discriminação ou incapacidade. Este é um exemplo de força e coragem!
Licenciado em Electrónica Industrial, desde 1997 que ficou paraplégico, quando foi “esmagado” por um elevador que estava a reparar no Ministério das Finanças de Angola.
Ficou desempregado em 2004 e desde essa altura que tem vindo a realizar várias actividades que servem para alertar toda a população e as entidades competentes para as desigualdades que tenta ultrapassar e a luta que trava na tentativa de regressar ao mundo do trabalho.
Ficou conhecido por ter realizado uma viagem, na sua cadeira de rodas com pedais manuais e caixa de velocidades, desde Viana do Castelo até Faro. Percorrendo 731 km chamou à atenção para as dificuldades e obstáculos que tenta contornar todos os dias mas também com o amplo objectivo de provar que todos nós “somos capazes de fazer qualquer coisa”
Apesar da sua incapacidade física de 80%, não recebe qualquer subsídio ou pensão da Segurança Social uma vez que não foi considerado incapacitado para o trabalho. A única fonte de rendimento são os livros que escreve, chegando mesmo a afirmar que basta “vender dois a três livros por dia para poder comer”. Na sua própria casa preparou um ateliê que funciona como uma gráfica. Nele realiza todo o processo, desde a impressão à encadernação.
O último dos seus trabalhos escritos é “um relato ficcionado desta aventura (a viagem de Viana do Castelo a Faro), mas que dará um rica comédia” ironizou José Lima demonstrando grande sentido de humor e forma descontraída de encarar a vida
“Estamos no Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades, mas falar de igualdade de oportunidades em Portugal é falar de uma grande treta”, afirmou José Lima.

2 comentários:
acompanhei pela televisão a viagem que o José Lima fez.
não sou homem de me comover mas tenho que dar os parabens a esta equipa por preparar encontros e ações que ajudam estes putos a crescerem.
continuem que estão no bom caminho.
cumprimentos
joaquim oliveira, sabugal
Os deficientes são discriminados neste país, ainda bem que há equipas de futebol dos mais jovens a pensar nesses problemas e a educar para o respeito que se deve ter.
Sou deficiente motor e tambem estou numa cadeira de rodas e fico revoltado com os comentários que as pessoas fazem quando passam por nos.
Obrigada pelo vosso respeito
Luis Barbosa, Valença do Minho
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